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Para uma história do ferreomodelismo
Centro-Oeste nº 1
Dezembro de 1984
Flavio R. Cavalcanti - Set. 2013
O primeiro Centro-Oeste tinha oito páginas tamanho A5 (duas folhas A4 dobradas ao meio) e seu custo foi quase inteiramente coberto por um anúncio oferecido de última hora pelo sr. Marcelo, dono da Brinquelândia Presentes, que funcionava no primeiro subsolo do Ed. Venâncio 2000, em Brasília.
Daí, o encarte natalino, feito de um dia para o outro.
Os textos foram feitos e refeitos em colunas de 42 linhas, na largura de 32 letras até se ajustarem aos espaços previstos, deixando linhas em branco para os desenhos, medidos antes, e passados a limpo em máquina de escrever IBM elétrica.
O nome do informativo e os títulos das seções (sobre títulos das matérias) foram decalcados com Letraset e similares.
Montadas as páginas, foram reduzidas em xerox (creio que de 100 para 67%), e multiplicadas em mimeógrafo eletrônico ou xerox.
Foi despachado pelos Correios para os sócios da SMFB - Sociedade de Modelismo Ferroviário de Brasília, e para mais alguns ferreomodelistas, lojas, revistas, RFFSA, Frateschi, outros produtores etc. do dia 20 de Dezembro de 1984.
Índice

Páginas 2 e 3 do Centro-Oeste nº 1
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Esconda os ímãs de desengate
O desenho é auto-explicativo. Era uma sugestão recebida do Celso Frateschi, para maquetes com grandes pátios ferroviários. Ao invés de usar inúmeras grades de desengate ref. 4110D, com ímãs aparente, e inúmeras emendas, abrir um rasgo retangular na cortiça, para instalar ímãs escondidos, e assim utilizar as grades flexíveis ref. 4880 / 4980, com aparência mais real, e o mínimo de emendas.
Essa dica voltou a ser indicada em outras edições, em várias épocas, e por fim, reunida com várias outras dicas em uma matéria abrangente sobre engates & desengates, no CO-89.
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Não corte as grades flexíveis
Outra dica recebida do Celso Frateschi. Quando encurvamos uma grade flexível, o trilho interno à curva projeta-se além do último dormente, enquanto o trilho externo à curva termina antes do último dormente. Normalmente, recomendava-se serrar esta parte final das grades flexíveis, para que ambos os trilhos terminassem emparelhados, descartando os últimos dormentes. Isto implicaria em desperdício considerável, numa maquete como a EFPP - Estrada de Ferro Pireneus-Paranã, onde muitas curvas eram compensadas por outras, para o lado oposto. A dica era deslizar os trilhos de uma grade para dentro dos dormentes da grade seguinte (e vice-versa), fazendo as emendas (desencontradas) sobre os dormentes. Para isso, bastava cortar com estilete os ressaltos de plástico que fixam os trilhos sobre os dormentes onde a emenda será feita.
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Páginas 4 e 5 do Centro-Oeste nº 1
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Circuito de luz constante para locomotivas
Circuito eletrônico simples, apresentado pelo José Carlos Reis Menezes, para que os faróis das locomotivas 4x4 Frateschi (fase II) apresentassem intensidade constante, independente da tensão (voltagem, velocidade) fornecida pelos antigos Controladores ref. 5100 / 5200 através dos trilhos da mini-ferrovia.
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Páginas 6 e 7 do Centro-Oeste nº 1
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Contato permanente nos trilhos
Dicas, bastante resumidas, para manter bom contato elétrico dos trilhos com as rodas das locomotivas 4x4 Frateschi (fase II). Essas dicas foram reapresentadas e desenvolvidas, mais tarde, em outras edições do Centro-Oeste. Um roteiro bastante detalhado foi apresentado em Construindo um vagão limpa-trilhos, no Centro-Oeste DC-18.
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Vegetação da própria natureza
Dica do Gilberto Coutinho sobre o uso de musgos e liquens (tipo barba-de-pau, por exemplo) para variar e enriquecer a vegetação da maquete.
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Maquetes dos sócios da SMFB / Pequenos anúncios
Informações
das maquetes dos sócios da Sociedade de Modelismo Ferroviário de Brasilia e respectivos telefones.

Página 8 (última) e encarte do Centro-Oeste nº 1
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Cartão plástico para construções (Portal de túnel)
Dica do José Alberto Santana para utilização do plástico estireno (poliestireno) dos separadores A-Z, Janeiro-Dezembro, 1-31 etc. para arquivos de fichas, daqueles que secretárias tinham em cima da mesa, com as fichas dos clientes do escritório, pacientes do consultório, contas a pagar etc.
Estes separadores são facilmente cortados com estilete e régua metálica sobre superfície de vidro, e podem ser riscados com estilete, ferro de solda etc. para imitar muros de tijolo aparente, portais de túnel em pedra etc.
O desenho sugeria medidas, testadas na EFPP, para um portal de túnel mínimo bem menos espaçoso que o portal da Frateschi, feito para ferrovia com catenária. Mais tarde, essas medidas foram detalhadas e explicadas em Um túnel para sua maquete, no CO-76.
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