|
|
Para uma história do ferreomodelismo no Brasil
A torre ferroviária da Atlas
Flavio R. Cavalcanti - Outubro de 2010
Embora 100% gringa não há notícia de contribuição tupiniquim ao surgimento desse kit norteamericano , a torre de sinalização ferroviária da Atlas é uma daquelas imagens que povoaram a história do ferreomodelismo no Brasil. Nem de longe, claro, com a mesma presença da locomotiva F7, que por mais de 2 décadas foi a locomotiva-padrão da Atma para "a linha de vagões longos". A imagem da torre Atlas teve difusão bem mais modesta, entre nós, pelo microprodutor Hobbylândia, depois Modeltrem, depois Model (no Rio de Janeiro). Com a liberalização das importações, na década de 1990, passou a povoar as maquetes e vitrines na versão autêntica.
Essa "popularidade" faz dela um parâmetro bastante adequado para servir de fundo fotográfico e comparativo a inúmeros itens da história do ferreomodelismo no Brasil, facilitando visualizar a qualidade e a(s) escala(s) de diferentes produtores e épocas.
Para dar constância às comparações, será sempre utilizado um mesmo conjunto de poucas peças as cabines ferroviárias Atlas e Atma, e três automóveis Wiking e Brekina para compor o cenário fotográfico dos demais itens.
Além de "escala" e "qualidade", saltam aos olhos, também, e é fundamental o ferreomodelista brasileiro ter isso em vista as diferenças dos próprios "protótipos" a serem retratados em nossas maquetes. Portas e janelas da imensa maioria das consruções brasileiras não têm nada a ver com seus equivalentes europeus ou norte-americanos, seja por motivos culturais, de engenharia, de regulamento, ou simplesmente de estatura média das diferentes populações (ergonometria).
«» ª
|
|
Acompanhe no FB
|