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Maquetes de ferreomodelismo
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Desvios vivos — desvios com entrada e saída em seqüência —, dentro de um túnel, são um artifício simples para tirar de circulação determinada composição, e fazer aparecer outra, que estava desaparecida.
Isto simula a existência de um local distante, para onde os trens viajam; e de onde chegam outros trens.
Mas, como saber em qual das linhas escondidas está o trem?
Virado em qual direção?
Como saber se parou corretamente, no desvio, sem avançar ou deixar parte dos vagões na linha principal?
A alternativa apresentada aqui é simples e prática, pois não utiliza circuito eletrônico, sensores, células fotoelétricas, etc. É um projeto "eletro-mecânico", ao alcance de qualquer ferreomodelista.
Foi projetada e testada com êxito pelo Luiz Alberto, da Sociedade de Modelismo Ferroviário de Brasília (SMFB).
O esquema elétrico da fig. 1 é um exemplo com apenas dois desvios vivos (T1 e T2), para simplificar. A partir desse esquema, você pode fazer um túnel com quantos desvios vivos desejar.
Os elementos básicos são:
O trilho comum ("neutro") é ligado diretamente ao pino preto do Controlador, para "retorno" da corrente, e não tem interrupções.
O trilho ativo é interrompido em 4 pontos, formando 3 subseções — L (leste), W (oeste) e C (central) —, sendo L e W de tamanho suficiente para conter a maior locomotiva em uso na ferrovia.
Os interruptores L e W são alimentados pelo interruptor C — assim, o desvio completo pode ser desligado sem alterar a posição dos interruptores L e W. Geralmente um deles permanecerá ligado; e o outro desligado, indicando a posição da locomotiva.
A cada interruptor corresponde uma lâmpada de 12 volts no painel. Isto permitirá visualizar se um desvio completo (T1 ou T2) está desligado (3 lâmpadas apagadas); ou se apenas L ou W está desligado (1 lâmpada apagada). Ver fig. 2.
Cada lâmpada é alimentada pelo fio (ativo) que vai do interruptor à respectiva subseção L, C ou W — porém o "retorno" da lâmpada volta diretamente ao Controlador, sem passar pelo trilho "neutro". Em resumo, é uma derivação paralela, e não em série com o trilho. Veja a ligação das lâmpadas na fig. 4.
Esse "retorno" da parcela de corrente que passa por todas as lâmpadas pode ser agrupado num único fio, colocando-se nele um resistor para impedir que elas venham a queimar. O resistor deve ficar "antes" de o fio preto reunir-se ao outro que volta do trilho comum, ou ficaria em série, e reduziria a alimentação da via férrea.
Dito isso, com certeza você já compreendeu o funcionamento do sistema.

Deixe os 6 interruptores ligados e vire os 2 AMVs para o desvio que vai utilizar primeiro. Digamos T1 — acione então os AMVs para "cima".
Você vem com uma composição do leste (L). Desative então a saída oeste (T1W), antes mesmo que o trem entre no desvio. Quando a última roda da locomotiva entrar em T1W, a composição pára perfeitamente dentro do desvio T1.
Mas atenção: — Venha em baixa velocidade, ou a loco poderá passar um pouco além da subseção W.
O paineil apresentará T1W apagado, e assim você lembrará que ali está uma composição com a locomotiva posicionada para sair na direção oeste (W). Por isso, não mexa mais no interruptor T1W (desligado), nem no T1L (ligado). Apenas desligue T1C por precaução. Com as 3 lâmpadas apagadas, você já sabe que o desvio T1 contém uma composição estacionada.
Agora, antes de ligar qualquer outra seção da maquete, volte com o Controlador para velocidade zero, para evitar surpresas embaraçosas.
Velocidade zerada, trate agora de acionar imediatamente os AMVs para T2 — que se tornou passagem obrigatória.
Haverá um trem escondido em T2 ? Se as 3 luzes estiverem acesas, a resposta é "não".
— Por definição, deixe sempre ligados os desvios que não estiverem bloqueados por um trem estacionado.
Se as 3 luzes de T2 estiverem apagadas, a resposta será "sim". Então ligue o interruptor T2C e abra "um pouco" a velocidade no Controlador, para ver se a locomotiva desta segunda composição está voltada para leste (T2L apagada) ou para oeste (T2W apagada).
Se estiver voltada para leste, não esqueça de "inverter" a direção no Controlador, ou ela sairá em marcha-a-ré.
Volte o Controlador para velocidade zero, ligue a subseção em que está a loco (T2L ou T2W), e pode dar a partida nesta composição.
Como T2 permanece passagem obrigatória, deixe os AMVs como estão.
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Fig. 3 – O interuptor do centro desliga também os outros dois, sem alterar a posição de suas alavancas. Ligando novamente o interruptor central, tudo está na mesma situação de antes, permitindo visualizar a posição da loco. |
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Fig. 4 – A lâmpada em paralelo subtrai parte da corrente, mas não afeta significativamente a tensão na linha férrea. O resistor opcional não pode estar "no caminho" da ligação Controlador - trilhos. |
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Fig. 5 – Ligação dos LEDs indicadores da direção de marcha do Controlador: — Logo após a chave reversora (esteja ela no Controlador ou no painel), e antes de qualquer outra chave interruptora. |
Aqui, poderíamos sugerir duas luzes indicadoras de direção, conforme esquema de Victor Mazzocoli divulgado na Esporte Modelismo nº 8: dois LEDs lado a lado, no painel, sobre setas apontando para a direita e para a esquerda, ligados em paralelo, sendo um com a polaridade contrária à do outro. Veja na fig. 2.
Este subconjunto deve situar-se logo após a chave inversora de direção — esteja ela no Controlador, ou no painel.
Funciona, também, como derivação paralela à alimentação da linha — a corrente sai do fio vermelho que alimenta os trilhos, e volta diretamente ao pino preto de "retorno". Veja na fig. 5.
Um resistor 680R, 1/4W é sugerido por Mazzócoli para proteger os LEDs.
Vale observar que:
Num trajeto circular, a direção aparente dos trens se inverte. Se os LEDs indicam a direção de marcha na parte dianteira da maquete (pátio da estação) e o túnel com T1 e T2 está na parte de trás... Bom, que tal colocar 2 pares de LEDs indicadores de direção — um para orientar a saída de trens no pátio, e outro para o túnel?
Esse "túnel de esconder trens" exige muita atenção e, de um modo geral, merece ter um painel só para ele.
Usamos aqui a convenção adotada pela Frateschi: – Utilizar o pino preto como "retorno", ou "neutro", ligando-o ao trilho "comum" (não-interrompdo) com fio preto; e ligar o pino vermelho ("ativo") ao trilho onde se fazem as interrupções para dividir eletricamente as seções da via férrea.
Palavras como "retorno" (da corrente) são meramente didáticas. Na verdade, basta "inverter a marcha" no Controlador, e a corrente passaria a "vir" pelo fio preto e "voltar" pelo vermelho — se é que alguma coisa "vai" ou "volta".
Poderíamos, da mesma forma, falar em "positivo" e "negativo", e acabar igualmente confusos.
Pode-se (dentro de certos limites) comparar a eletricidade a um rio. A corrente I (medida em Ampéres) corresponderia ao volume de água que passa; e que pode ser "barrado", parando de passar, e dessa forma cessando a "corrente". A tensão V (medida em Volts) seria representada pela diferença de altura entre dois pontos do rio — quanto maior o desnível, maior a "força" da água, ou "diferença de potencial". E a potência P (medida em Watts) corresponderia à massa de água corrente multiplicada pela força com que ela desce (P = V x I).
Na ligação em série, a "correnteza" do rio corre ao longo de um único "caminho". Duas lâmpadas de 6 V podem ser ligadas em série, dividindo entre elas a tensão de 12 V sem queimar. E a corrente é a soma do consumo das duas. O rio "desce" 6 V numa lâmpada e 6 V na outra, mas o "volume d'água" (a "corrente") não se divide.
Nas ligações em paralelo, imagine o curso do rio sendo dividido para passar entre várias ilhas, ou parcialmente desviada para movimentar um monjolo situado ali perto. Neste caso, a corrente se divide. Em cada derivação passa apenas a corrente efetivamente consumida ao longo daquela variante. Mas a tensão (desnível) — considerando a tomada d'água e o ponto de reunião — permanece igual, tanto no rio quanto na derivação.
Tudo isso, como foi frisado, apenas para "visualizar". Na prática, é melhor esquecer a "analogia", e aplicar as leis básicas da eletricidade — coisa que não fiz, e receio que o Luiz Alberto também não.
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