Centro-Oeste - Trens, ferrovias e ferreomodelismo
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Trem-unidade elétrico ACF-Pidner na fase de recuperação da CBTU, antes da entrega do Trem de Subúrbio à CTS - Companhia de Transportes de Salvador
Trem-unidade elétrico ACF-Pidner na fase de recuperação da CBTU, antes da entrega do Trem de Subúrbio à CTS - Companhia de Transportes de Salvador

Origens da CBTU

A Companhia Brasileira de Trens Urbanos – CBTU foi criada pelo Decreto-Lei n° 89.396 [22 Fev. 1984], com o desmembramento gradual dos sistemas de trens urbanos até então operados diretamente pela Rede Ferroviária Federal – RFFSA.

Aos poucos, os sistemas urbanos operados pela RFFSA no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Maceió, Recife, João Pessoa, Natal e Fortaleza, foram incorporados à CBTU.

A partir da Lei nº 8.693 [3 Ago 1993], as unidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Fortaleza começaram a ser transferidas para os governos locais.

A partir do Decreto n° 4.566 [1° de janeiro de 2003], a CBTU passou a ser vinculada ao Ministério das Cidades.

Legislação

• Estrutura da Valec - Decreto 8.134, de 28 Out. 2013

• “Open access” e atuação da Valec - Decreto 8.129, de 23 Out. 2013

• Sistema Nacional de Viação - Lei 12.379, de 6 Jan. 2011

• Aviso RFFSA - Trens turísticos - 7 Out. 1992

Moedas | Medidas
  

Trens turísticos

• Trem do Corcovado
• São João del Rei
• Campos do Jordão
• Ouro Preto - Mariana
• Trem das Águas
• Trem da Mantiqueira
• Trem das Termas
• Montanhas Capixabas
• Barra do Rio Grande
• Teleférico de Ubajara

Em projeto

• Expresso Pai da Aviação
• Trem ecoturístico da Mata Atlântica
• Locomotiva Zezé Leone

Antigos trens turísticos

• São Paulo - Santos
• Cruzeiro - São Lourenço
• Trem da Mata Atlântica
• Trem dos Inconfidentes
• Trem Curitiba - Lapa

Calendário 1987
VFCJ | Bitolinha | Lapa | Inconfidentes | Trem da Serra | Paranapiacaba
  

Trens de passageiros

• Vitória - Belo Horizonte
• São Luís - Parauapebas

Antigos trens de passageiros

• Xangai
• Barrinha
• Expresso da Mantiqueira
• Barra Mansa a Lavras
• Trem de Prata
• Trem Húngaro
• Automotrizes Budd
• Litorinas Fiat
• Cruzeiro do Sul
• Trem Farroupilha
• Trem de aço da Paulista

Plataforma de embarque: 1995

• Trens turísticos e passeios ferroviários
• Trens de passageiros
• Museus ferroviários
• Maquetes ferroviárias
• Eventos

  

Ferreoclipping

• Livro sobre a GWBR em João Pessoa e Recife - 12 Mai. 2016

• Museu Ferroviário de Natal - 25 Abr. 2016

• Passagens e calendário do trem turístico Ouro Preto - Mariana | Percurso - 20 Dez. 2015

• Passagens e descontos do Trem do Corcovado | Onde comprar - 12 Dez. 2015

• EF Campos do Jordão | Horários | Hospedagem - 15 Jul. 2015

  

Bibliografia

• A Gretoeste: a história da rede ferroviária GWBR - 25 Abr. 2016

• Índice das revistas Centro-Oeste (1984-1995) - 13 Set. 2015

• Tudo é passageiro - 16 Jul. 2015

• The tramways of Brazil - 22 Mar. 2015

• História do transporte urbano no Brasil - 19 Mar. 2015

• Regulamento de Circulação de Trens da CPEF (1951) - 14 Jan. 2015

• Batalhão Mauá: uma história de grandes feitos - 1º Dez. 2014

• Caminhos de ferro do Rio Grande do Sul - 20 Nov. 2014

• A Era Diesel na EF Central do Brasil - 13 Mar. 2014

• Guia Geral das Estradas de Ferro - 1960 - 13 Fev. 2014

• Sistema ferroviário do Brasil - 1982 - 12 Fev. 2014

   

Trem suburbano de Salvador
O período da CBTU (1988-2005)

Flavio R. Cavalcanti - 19 Jun. 2015
   

A Gerência de Transportes Urbanos de Salvador (GTU-SAL) foi transferida da RFFSA para a CBTU em 1º Jan. 1988.

Quase 18 anos depois, em 30 Nov. 2005, a administração e a operação do trem de subúrbio foram transferidas para a Companhia de Transporte de Salvador – CTS, da prefeitura da capital baiana.

Nesse meio tempo, o trem de subúrbios de Salvador atingiu o fundo do poço, no final da década de 1990, e conseguiu iniciar uma recuperação surpreendente, diante da crônica falta de investimentos na substituição da infraestrutura, da sinalização e do material rodante ao longo de décadas [Para uma visão do período, do ponto de vista da indústria de material ferroviário, observe as encomendas de 1988 a 2005].

Se a qualidade do serviço e sua adequação à demanda crescente já vinham decaindo de longa data, a mera transferência da RFFSA para uma empresa focada no transporte urbano não seria suficiente para reverter o processo. Era fundamental que, ao mesmo tempo, o governo federal quisesse — e conseguisse — alocar recursos para a tarefa que encarregou a CBTU de realizar. Acontece que as décadas de 1980 e 1990 foram de dificuldades crescentes (não só para o Brasil), e quase todas as empresas estatais se viram cada vez mais à míngua de recursos para investimento, a par com restrições ao reajuste de suas tarifas diante da inflação. Sem recursos até para o custeio operacional, aos administradores e técnicos só restava “colar com cuspe e barbante”, para evitar — ou adiar — o colapso geral, na esperança de alguma mudança que, na verdade, ninguém vislumbrava no horizonte [Um levantamento — incompleto!— feito por Alexandre Santurian mostrou nada menos que 54 locomotivas em reparos ou imobilizados na SR7 da RFFSA em 1992].

É nesse quadro que — logo no primeiro ano de administração pela CBTU — a simples conquista de uma jornada de trabalho, na Constituição de 1988, “obrigou” a suspender o funcionamento do trem de Salvador aos Domingos; a suprimir o último horário (23:00), nos dias úteis; e a liberar o acesso aos usuários em 4 estações, com a consequente evasão de receita [Relatório 1988].

Outro exemplo de “canibalização” foi a redução do número de carros por trem, em 1992, para diminuir o consumo de energia elétrica (-9%) na tração, aumentar a oferta de trens e, desse modo, reduzir o intervalo de 20 para 15 minutos nos horários de pico. E foi uma glória, concluir a reforma de 1 TUE, passando a operação a “dispor” de 6 TUEs para o tráfego, pela primeira vez em 10 anos [Relatório 1992]. De fato, nota-se uma disponibilidade “média” de 5 TUEs ao longo do ano seguinte, tornando a cair para a “média” de 4 TUEs em 1994 e 1995, e voltar à “média” de apenas 3 nos anos seguintes.

Gráfico: Passageiros transportados por ano no Trem de Subúrbio de Salvador (1987-2005)
Gráfico: Passageiros transportados por ano no Trem de Subúrbio de Salvador (1987-2005)

Em 1996, a Subestação de Periperi entrou em colapso, o que sobrecarregou a Subestação de Lobato, que também começou a apresentar problemas a partir de Maio. Para evitar o pior, a partir de Junho o intervalo entre as viagens foi ampliado de 15 para 30 minutos, e a frota em tráfego reduzida de 4 para 2 TUEs de modo a aliviar a demanda sobre a rede elétrica. Obteve-se uma pequena recuperação a partir de Setembro, com redução do intervalo para 20 minutos e aumento da frota em tráfego para [ilegível] TUEs — porém, o “fator principal” do aumento observado no número mensal de “passageiros transportados” foi a melhoria na vigilância das estações, a partir de Julho, “propiciando a redução” da evasão no sistema [Relatório 1996].

Dois tópicos são recorrentes nos Relatórios CBTU ao longo da segunda metade da década de 1990: — (a) As previsões de recursos para recuperação da ponte São João, sem manutenção desde sua construção em 1952; e (b) As negociações e preparativos para a “descentralização” do trem de subúrbio, ou seja, sua entrega para ser adminsitrado e operado … pela Prefeitura de Salvador, também com previsões de recursos para recuperação, modernização, ampliação etc. que, afinal, não chegavam, ou chegavam drasticamente reduzidos.

Em 2002, por exemplo, a proposta orçamentária previu R$ 20,65 milhões para o trecho Calçada-Paripe. A Lei Orçamentária destinou ao programa apenas R$ 4,77 milhões, dos quais disponibilizados e executados somente R$ 0,79 milhão [Relatório 2002].

Trem de Subúrbios de Salvador
sob administração e operação da CBTU
Ano Passageiros (mil) Esta-
ções
TUEs Trens
formados
Pass. /
viagem
Pes-
soal
Ano Dia
útil
Dia
Máx.
Exist. Média
1987 6.658                 
1988 4.999          4 23.748 211  
1989 5.602  20,0 42     4 23.897 234  
1990 5.172  20,0 49     4 24.344 212  
1991 4.759  17,0 42     3 25.549 186  
1992 1.780  6,0 22     3 27.430 65  
1993 2.420  9,0 35 9 9 5 28.563   234
1994 1.875  7,0 32 9 9 4 26.777 70 229
1995 1.516  6,0   9 9 4 25.714   221
1996 1.211  5,0   9 9 3     205
1997 1.088  4,0   9 9 3     192
1998 1.041  4,0   10 9 3     173
1999 1.178  4,0   10 8 3     173
2000¹ 2.063²                
2001¹ 2.939                 
2002 3.081  10,9   10 8 3     173
2003 4.259  14,7   10 8 3     178
2004 4.483  16,6   10 8 3     177
2005³ 4.013  15,6   10 8 3     210
(¹) Links não dão acesso aos dados de Salvador nos Relatórios 2000 e 2001.
(²) Dados na Wikipedia, com link (quebrado) para antiga página da CBTU.
(³) Dados até 30 Nov. 2005, quando a CBTU passou a operação à CTS.
Fonte: Relatórios CBTU em http://www.cbtu.gov.br/ [17 Jun. 2015].

Não é pouco, portanto, que — depois de chegar a transportar apenas 1 milhão de passageiros em 1997 e em 1998 — a CBTU conseguisse alcançar quase 4,5 milhões de passageiros transportados em 2004.

Com a “raspa do tacho” dos velhos trens, infraestrutura, sinalização etc. castigados por décadas de pouca ou quase nenhuma manutenção adequada.

O aspecto dos TUEs ACF-Pidner nessa fase de recuperação da CBTU mostra que, afinal, recursos acabaram chegando, sim — para a entrega do sistema de transporte ferroviário do subúrbio à CTS - Companhia de Transportes de Salvador.

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O trem suburbano de Salvador (1992)
Trens | Estações | Trilhos | Sinalização | Mapa
—=«o»=—
2003: U8B 2190 | ACF-Pidner | 2008: Kawasaki-Toshiba
CBTU: 1988-2005 | Recuperação
CBTU - Companhia Brasileira de Trens Urbanos
Barrinha | Supervia | Demetrô | Salvador | Maceió | Recife | João Pessoa | Natal | Fortaleza | Teresina
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